domingo, 24 de junho de 2018

Torcedoras de todo mundo se organizam para lutar contra o machismo no futebol


Torcedoras Iranianas compareceram pela primeira para acompanhar a seleção do país. Principais palavras na arena eram: “liberdade e felicidade” Foto:Reuters
No último dia 20, o mundo viu pela primeira vez, em quase 40 anos, torcedoras do Irã acompanhando em um estádio o jogo da seleção masculina de futebol do país contra a Espanha pela segunda rodada do Grupo B da Copa do Mundo. Desde a Revolução Islâmica essas torcedoras eram proibidas de frequentar jogos dos iranianos como uma medida protetiva por conta de posturas vulgares e ofensivas comuns nas arquibancadas. Se por um lado a Mundial na Rússia deixa esse marco, por outro, registros de assédio envolvendo torcedores têm revelado apenas a ponta de um problema que é muito comum: o ambiente muito machista do futebol afasta as mulheres que gostariam de frequentar os estádios.

Nos últimos dias, foi grande a repercussão de notícias sobre grupos de torcedores brasileiros e argentinos que, em supostas brincadeiras, desacataram torcedoras russas e, em um dos episódios, também uma jornalista. Ainda que não se trate de uma cultura exclusiva do Brasil, aqui as ofensas ganharam proporções suficientes para que torcedoras se organizassem em diversos grupos pelas redes sociais para protestar contra este tipo de atitude.

“A ideia de criar o movimento veio de torcedoras que, em um bate papo, se reuniram e começaram a falar sobre o preconceito de maneira geral contra as mulheres na arquibancada, o excesso de machismo, o assédio. Aqueles ataques como o de que mulher não entende de futebol, e o lugar de mulher é atrás do fogão. O movimento surgiu para mostrar a força que a mulher tem também nas arquibancadas do Brasil afora”, explicou Elise Oliveira, administradora da página Lugar delas é na Bancada, no Facebook. O movimento reúne mulheres de todo o país, torcedoras de diferentes times.

Sem se intimidar com as agressões, aos 33 anos, a paranaense Elise contabiliza o número de jogos de seu time - Atlético Paranaense – que acompanhou das arquibancadas em Curitiba e em outros estados. Mas, na mesma conta, entram, pelo menos, três casos de assédio sofridos pela torcedora.

“É muito comum o assédio nas arquibancadas. Uma vez, na fila do estádio, passaram a mão debaixo da minha perna até minhas partes íntimas. Outro caso foi de uma mulher que me revistou na entrada do estádio e foi super invasiva. Fiz denúncia na delegacia especial de eventos de futebol de Curitiba e recebi a resposta de que aquele era o procedimento. Ela me deu um tapa nas partes íntimas”, contou.

A atleticana que rechaça, em nome do grupo e na página da rede social, os casos ocorridos na Rússia, disse que é comum ataques verbais nos estádios brasileiros. “Em um jogo no Pacaembu, em São Paulo, pela Copa do Brasil, estava com duas outras meninas na arquibancada e quando a gente passava tinham xingamentos e gritos com palavras de baixíssimo calão contra nossa presença ali, pelo fato de sermos mulheres e estarmos no estádio”, disse.

O movimento do qual Elise vai realizar, em agosto, um encontro nacional com outras torcedoras em Fortaleza para tentar definir estratégias para mudar a postura ofensiva às mulheres nos estádios.

A jornalista Ana Freire, uma das integrantes do movimento Vascaínas Contra o Assédio, explicou que a primeira vez que as torcedoras se encontraram foi em São Paulo, em um clima de desabafo. “A nossa expectativa agora é conscientizar as mulheres com palestras mais didáticas para tratar, inclusive, dos assédios velados”, disse.

O Vascaínas é um dos movimentos mais recentes nessa luta. Mas, apesar de ter menos de um mês, conseguiu avançar na sensibilização de alguns dirigentes. Ao tentar marcar o primeiro encontro em São Januário, no Rio de Janeiro, a adesão de mulheres superou as expectativas e chamou a atenção de Sônia Andrade, primeira vice-presidente mulher da história do Vasco, que abriu as portas do estádio para a reunião ocorrer lá dentro.

A sensibilização da dirigente, que deveria ser considerada uma conquista, acabou engrossando a bola de neve de críticas contras as torcedoras. “Ela garantiu o apoio, mas isto não significa que o movimento está submetido ao clube. É um movimento apartidário. Mas, estamos recebendo vários comentários com ataques e a maioria acaba também agredindo uma das torcedoras que está na foto do encontro usando um short. É muito sujo. A menina ficou muito abalada”, lamentou Ana. Entre as frases ofensivas, torcedores dizem que a vascaína “está pedindo [para ser assediada]” por usar os shorts. 

Mais do que apenas lamentar o que tem visto, Ana também foi vítima de situações como esta. No último jogo do Vasco, contra o Sport, a vascaína estava com as outras torcedoras para fazer a tradicional foto de comemoração pela vitória do time e encostou em uma grade do estádio. “Um cara me deu um tapa muito forte na bunda. Para muita gente pode parecer mimimi [reclamação exagerada], mas eu me senti abusada. O pior é que seu eu grito ou reclamo disso, sou tida como maluca que está fazendo tempestade em um copo d’água. Eu já deixei muito as coisas passarem batido, mas hoje não deixo mais. Percebo que muitos meninos estão tentando mudar. Isso me deixa feliz porque estamos querendo conquistar um espaço que também é nosso”, desabafou.

EBC 
Da Redação
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quarta-feira, 20 de junho de 2018

MPPE estabelece que distribuidoras de gás de cozinha normalizem, até o dia 30, o abastecimento em Pernambuco

Cidades do interior do estado que têm sofrido de maneira mais intensa com a falta do GLP serão mapeadas e terão prioridade no abastecimento. Foto: Foto: Tulio Santos/EM/D.A Press


A aflição dos pernambucanos que ainda sofrem com a falta do gás de cozinha deve acabar até o dia 30 deste mês. Essa foi a data estabelecida pelo Ministério Público do estado (MPPE), em audiência realizada na tarde de ontem, para que as distribuidoras do gás liquefeito de petróleo (GLP) e a Petrobras regularizem o abastecimento em todos os municípios de Pernambuco. Cidades do interior do estado que têm sofrido de maneira mais intensa com a falta do GLP serão mapeadas e terão prioridade no abastecimento.


Segundo informações técnicas repassadas ao MPPE pelas cinco distribuidoras que atuam no Porto de Suape, será possível cumprir o acordo. Isso porque, desde domingo, o GLP é bombeado para os tanques de armazenamento das empresas de maneira simultânea por dois dutos diferentes. Até então, o abastecimento de quatro distribuidoras era feito por apenas um duto - o outro era exclusivo da Nacional Gás, a maior das empresas. “Houve um aumento de 20 mil botijões por dia”, explicou o Secretário de Justiça e Direitos Humanos, Pedro Eurico, acrescentando que já eram envasados cerca de 75 mil botijões diariamente.

No entanto, ele destacou que o déficit do estado ainda é alto. “Reduzimos algo em torno de 300 mil (botijões) em relação a 1º de junho e hoje ainda temos uma falta de quase 400 mil”. A secretaria da Casa Civil vai atuar em conjunto com a de Justiça para monitorar a situação nas cidades pernambucanas, bem como acompanhar a distribuição do gás por parte da Transpetro às distribuidoras. “Se até o dia 30 não diminuirmos esse déficit, esse sistema de bombeamento simultâneo será mantido, porque Pernambuco não abre mão de regularizar a distribuição.”

Conforme a ata da reunião, a Nacional Gás informou que poderá produzir 5 mil botijões a mais por dia. Somente no último fim de semana, a empresa produziu 35 mil botijões a mais apenas para Pernambuco. A Ultragás disse que o bombeio simultâneo aumentou a produtividade em cerca de 35%. A Copagaz, por sua vez, pretende aumentar a produção em 3 ou 4 mil botijões por dia. Na Liquigás, o aumento de produtividade chegou a 30% com o acréscimo de gás, e a empresa acredita que deve suprir a demanda em até dez dias.

O promotor de Justiça Solon Silva Filho, que atua na Defesa do Consumidor, destacou que, se a questão não for normalizada em prazos razoáveis, o MPPE poderá aplicar sanções.


Por: Sávio Gabriel
Da Redação
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Brasileiros que aparecem em vídeo polêmico podem responder por crimes na Rússia


Se for comprovado em juizo que eles cometeram atos de humilhação através de recursos audiovisuais, os brasileiros podem ser levados à responsabilidade criminal. Foto: Reprodução/Internet

A jurista russa Alyona Popova emitiu uma petição exigindo das autoridades do país da Copa a investigação do caso com base nos relatos já publicados pela imprensa


A jurista russa Alyona Popova denunciou os brasileiros que aparecem em vídeos de conteúdo machista contra uma estrangeira no país da Copa do Mundo. Por meio de uma petição, ela alegou que houve violência, humilhação pública à honra e à dignidade de outra pessoa. O Ministério de Assuntos Interiores deve começar a investigar o caso com base no documento e nos relatos já publicados pela imprensa. 

As punições para os ofensores podem variar de multa à restrições de circulação na Rússia, de acordo com o documento emitido por Alyona, que é ativista no feminismo e uma das referências no país em relação aos direitos da mulher.

Entre os identificados no vídeo que se tornou uma polêmica mundial está o advogado Diego Valença Jatobá, o tenente da Polícia Militar de Santa Catarina Eduardo Nunes, além do engenheiro Luciano Gil. Se for comprovado em juízo que eles cometeram atos de humilhação através de recursos audiovisuais, os brasileiros podem ser levados à responsabilidade criminal. 

Penas possíveis
As opções de multa que podem ser aplicadas aos brasileiros que participam do vídeo são muitas. Uma das alternativas de pena é o pagamento de milo a três mil rublos por crime de insulto, que infringe a Parte 1 do art. 5.61 do Código de Ofensas Administrativas. 

Outra punição possível é a abertura de um processo por violência de ordem pública, com desrespeito expresso contra a sociedade, acompanhados por linguagem ofensiva em local público. O abuso sexual ofensivo também entra como uma das pautas que podem compor o processo. 

Por DP
Da Redação
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segunda-feira, 4 de junho de 2018


Pai do jogador Walter saiu para comprar cigarros e sumiu; sua roupa foi achada no lixo

José Amaro saiu para comprar cigarros e sumiu, ele é pai do atacante Walter, ex-fluminense. Foto: Divulgação


Um longo mistério envolve a família do atacante Walter, que já passou pelo Fluminense e hoje joga na segunda divisão do futebol brasileiro pelo CSA, de Maceió, Alagoas. Seu pai, o aposentado José Amaro Ferreira está desaparecido desde que anunciou, no sábado de carnaval, que sairia de casa para comprar cigarros e nunca mais voltou.

Naquele dia, por volta das 19h30, José estava na casa da mãe de Walter, perto da praia de Boa Viagem, no Recife. Os dois são separados desde que Walter tinha 12 anos, mas sempre mantiveram uma relação amistosa. Assistiam aos desfiles de carnaval pela televisão quando José afirmou que desceria do apartamento para procurar uma loja que vendesse cigarro.

José tem 69 anos. Edith Maria, de 61, tentou demover o ex-marido da ideia, mas não conseguiu. O pai de Walter não voltou no domingo, nem na segunda. Preocupada Edith telefonou a um de seus filhos para saber se ele tinha notícias. Não tinha. Na terça-feira, dia 13 de fevereiro, a dona de casa foi à delegacia registrar um boletim de ocorrência.
Procuraram em hospitais e no Instituto Médico Legal, mostraram fotos de José, apelidado de "Boy", a moradores dos locais onde ele poderia ter passado, mas encontraram poucos vestígios.

Quase quatro meses depois, os policiais da delegacia de desaparecidos do Recife não têm muitas informações sobre o paradeiro de José Amaro, que trabalhou a vida inteira na limpeza pública da cidade.

"A Polícia Civil de Pernambuco informa que instaurou inquérito para apurar o desaparecimento de José Amaro Ferreira", escreveu a corporação em nota à reportagem. "De acordo com informações preliminares colhidas ao longo da investigação pela Delegacia de Desaparecidos e Proteção à Pessoa (DDPP), ele teria sido visto pela última vez em um bar na comunidade do Bode, no bairro do Pina, zona sul do Recife. A Polícia também fez buscas por José Amaro no Instituto de Medicina Legal (IML) e nos hospitais de Pernambuco, mas ele não foi localizado. O inquérito está sendo conduzido pelo delegado Ian Campos, que continua realizando buscas para localizar José Amaro."

"O problema do meu pai é a bebida", disse Walter em uma entrevista por telefone de Maceió. Em abril o atacante que tem contrato com o Porto de Portugal resolveu rescindir seu empréstimo ao Paysandu, de Belém do Pará, para fechar com o CSA, alegando que assim poderia ficar mais perto das buscas por seu pai. Maceió e Recife são distantes 257 km, uma viagem de menos de quatro horas em carro.

Acontece que, exceto por algumas incursões pela comunidade levadas a cabo pela própria Edith Maria, as buscas por José são praticamente inexistentes. Além dela e do dono do bar, a polícia não ouviu outra testemunha que pudesse dar mais informações sobre o caso. "A maioria dos desaparecimentos se resolve naturalmente com a volta da pessoa sumida", disse o delegado Ian Campos, responsável pelo inquérito. "Poucos desaparecimentos se convertem em crimes."
Mostrando a foto de José no bairro, Edith Maria e um dos irmãos de Walter conseguiram algumas pistas. Um conhecido da família disse ter visto alguém parecido com José Amaro caminhando pelas ruas com pedaços de papelão na mão, barbudo e com roupas rotas.

Vasculhando as ruas da região, Edith encontrou jogada na frente de um barracão e perto de um monte de lixo, a camiseta preta que José usava na noite em que sumiu. "Ela tava inteira suja e fedendo muito", disse ela, por telefone, durante uma temporada ao lado de Walter. "Mas tenho certeza que era a camisa dele. Como fedia muito, joguei fora."



A família recebeu também uma pista que parecia promissora: José havia sido visto em Ribeirão, uma cidade a 87 km de Recife. Edith conseguiu uma carona até o município. "Quando cheguei lá descobri que era trote", disse ela.

"A gente está tentando caçar ele", disse Walter antes de um jogo do CSA pela Série B do Brasileiro. "Mas a comunidade lá é muito perigosa, minha mãe fica com muito receio de ir lá sozinha. Meu pai é muito inteligente, sabe ler, o problema dele mesmo é essa questão da bebida. Eu acho que ele deve estar por aí, na rua."

Uma equipe jornalística, colocou em contato o atacante com o delegado Ian Campos, que gostaria de ouvir o filho pela primeira vez para ter mais informações que possam ajudar a encontrar o pai. Eles marcaram um encontro no Recife, mas, por causa da greve dos caminhoneiros do fim de maio, o atacante não conseguiu viajar.

Walter acredita que a polícia poderia solicitar imagens de câmeras de segurança da região onde José Amaro foi visto pela última vez. A polícia, por enquanto, não tem planos de fazê-lo.

Por Adriano Wilkson
Da Redação
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sábado, 26 de maio de 2018

Em Brasília vereador e prefeito entregam ofício ao deputado Ricardo Teobaldo para agilizar a construção de uma escola com Quadra Coberta em Vila do Socorro


Deputado federal Ricardo Teobaldo recebe em Brasília, o Líder do Governo na Câmara Municipal de vereadores, e o prefeito de Taquaritinga do Norte Ivanildo Mestre (Lero)



O Líder do Governo na Câmara Municipal, vereador Geovane P. Cézar, e o prefeito de Taquaritinga do Norte, Ivanildo Mestre (Lero) tiveram um encontro em Brasília-DF, com o deputado federal Ricardo Teobaldo, onde entregaram um ofício, para que se agilize o contrato do convênio para a  construção  de uma escola com 6 salas de aulas e uma quadra coberta no valor de R$1.825.722,63 na Vila do Socorro.

O Centro Educacional já está registrado com o código de pré -cadastro N° 6134489,  através  do plano de ações  articuladas- PAR  do sistema SIMEC. 

Com a ação,  o município vai receber mais uma obra estruturadora,  e que vai beneficiar a Vila do Socorro.



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